O primeiro contacto é normalmente feito por email, formulário ou telefone. Após esse contacto inicial, agendamos uma primeira consulta onde conversamos sobre o que o/a trouxe e sobre as suas expectativas. Não há pressão para falar de tudo logo na primeira sessão — o processo desenvolve-se ao seu ritmo.
É completamente normal não saber por onde começar ou sentir que não tem "nada importante" para dizer. O silêncio também tem lugar na terapia. Não precisa de preparar o que vai dizer — o espaço está aberto para o que surgir, incluindo o não saber.
A confidencialidade é um princípio ético fundamental na psicologia. Tudo o que partilha nas sessões é estritamente confidencial. Existem apenas exceções muito específicas previstas no código deontológico — como situações de risco imediato para a vida — que seriam sempre discutidas consigo.
Não há obrigação de partilhar tudo. A terapia é um processo gradual de confiança. Partilha o que se sente capaz de partilhar, quando se sentir pronto/a. Quanto mais genuíno/a puder ser, mais o processo pode ajudar — mas isso desenvolve-se ao longo do tempo, não é uma exigência desde o início.
Os amigos são preciosos, mas a relação terapêutica é diferente. Um amigo tem a sua própria vida, as suas opiniões e os seus limites. O psicólogo oferece um espaço neutro, sem julgamento, com formação específica para acompanhar processos de mudança. A relação terapêutica tem uma estrutura e um enquadramento únicos que não existem nas amizades.
As consultas têm habitualmente entre 50 a 60 minutos. A frequência mais comum é semanal, especialmente no início do processo. Com o tempo, pode ser ajustada consoante as necessidades. A regularidade é importante para a continuidade e profundidade do trabalho terapêutico.
Pode marcar através do formulário de contacto, por email para geral@rutecorreiapsi.pt, ou por mensagem WhatsApp para +351 937 809 700. Indique o seu nome, uma breve descrição do motivo do contacto e a sua preferência de horário e modalidade (presencial ou online).
Normalmente respondo no prazo de 24 a 48 horas úteis. Em período de férias ou quando não tenho disponibilidade imediata, comunicarei esse facto e tentarei indicar alternativas ou um prazo previsível.
Em Portugal, o psicólogo tem formação universitária em Psicologia (licenciatura + mestrado integrado). O psicoterapeuta tem formação específica em psicoterapia, podendo ter formação base em psicologia ou noutra área da saúde. Um psicólogo clínico pode também ser psicoterapeuta se tiver essa formação adicional — como é o meu caso.
O psiquiatra é médico e pode prescrever medicação. O psicólogo não prescreve medicação, mas trabalha através da psicoterapia. Em muitos casos, as duas abordagens são complementares. Há situações em que o acompanhamento psiquiátrico é fundamental e pode potenciar o trabalho terapêutico.
Não. Em Portugal, os psicólogos não têm competência para prescrever medicação. Essa é uma competência exclusiva dos médicos, incluindo os psiquiatras. Se considerar que pode beneficiar de medicação, pode sempre encaminhar para consulta de psiquiatria em paralelo.
A aliança terapêutica é o vínculo de trabalho que se estabelece entre terapeuta e cliente. Inclui a concordância sobre os objetivos do processo, as tarefas que esse processo envolve e a qualidade da relação entre ambos. A investigação mostra consistentemente que a qualidade da aliança terapêutica é um dos principais preditores de bons resultados terapêuticos.
É muito comum sentir alguma resistência ou ansiedade antes de começar a terapia — especialmente se é a primeira vez. Esse sentimento não significa que a terapia não é para si. Muitas vezes, a resistência é ela própria parte do que pode ser explorado terapeuticamente. Dê um passo de cada vez.
A relação terapêutica é central para o processo. Se após algumas sessões sentir que não há sintonia, é legítimo e encorajado falar sobre isso com o/a terapeuta — muitas vezes esse tipo de conversa é em si terapêutica. Se mesmo assim não resultar, procurar outro terapeuta é uma opção válida e saudável.
Pode terminar o processo quando quiser — a terapia não é uma obrigação. O ideal é que, sempre que possível, essa decisão seja partilhada e trabalhada em conjunto, para que o término seja um processo consciente e não abrupto. Mesmo um término precoce pode ser feito de forma cuidada.
Sim. A psicoterapia pessoal faz parte da formação ética de qualquer psicoterapeuta. É uma exigência em muitas formações e uma prática recomendada pela comunidade. Ter feito (e continuar a fazer) o próprio trabalho pessoal permite ao terapeuta estar mais presente e consciente na relação terapêutica.
A duração da terapia depende de muitos fatores: a natureza da dificuldade, a profundidade da mudança pretendida, o ritmo individual de cada pessoa. Algumas questões resolvem-se em poucas sessões; outras requerem um trabalho mais prolongado. Não existe um tempo "certo" — existe o tempo necessário para cada pessoa.
Procurar apoio psicológico é um ato de responsabilidade e coragem — não de fraqueza. A forma como os outros reagem a essa decisão diz respeito a eles, não ao seu valor ou à validade da sua escolha. Com o tempo, o estigma em torno da saúde mental tem vindo a diminuir, embora ainda exista. A sua saúde emocional merece a mesma atenção que a física.
A vergonha é um sentimento muito humano. Muitas pessoas chegam à terapia com receio de ser julgadas ou de "dizer o errado". O espaço terapêutico é, por definição, um lugar sem julgamento. O que partilha não é avaliado — é acolhido. Com o tempo e com a confiança que se constrói, falar sobre aquilo que nos envergonha torna-se não só possível como libertador.
A psicoterapia não é um processo de avaliação ou julgamento. Não existe um resultado "certo" predefinido. O processo é orientado pelas suas necessidades, objetivos e ritmo. Pode não saber exatamente o que quer mudar no início — isso é normal. O trabalho terapêutico ajuda precisamente a clarificar o que está a sentir e o que pretende para a sua vida.
Todas as questões são bem-vindas. Pode entrar em contacto por formulário, email ou WhatsApp — responderei pessoalmente.
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